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NOSSA

história contada em música

O ano era 2008. A cidade, aquela que chamamos de “maravilhosa”. Onde o Cristo abençoa sua beleza de braços abertos. Todo santo dia. Até mesmo no primeiro dia de abril.  Porque o que aconteceu naquele bar em Ipanema no dia da “mentira” contrariou toda essa lógica.  Um beijo roubado no Valdez e três ou quatro ousadas palavras em inglês do Rafael deram início a essa grande história. Uma história de amor.  Daquelas onde aparece até anjo para ajudar a anotar o número do Valdez no celular do Rafael. Histórias que se cruzam e até poderiam ser paralelas pela distância e pelas oportunidades, mas a conspiração dos encontros optou pela intersecção. Algo ali estava predestinado. 
 

Ou ainda alguém devia mesmo estar mexendo os pauzinhos para que tudo isso desse certo. 
Quem sabe o Cara de braços bem abertos? Quem sabe. Mas isso agora pouco interessa. Já tinha dado certo.
As pontes aéreas SP-RJ tornaram-se daí adiante frequentadas a cada 15 dias por um dos dois. Ela pôde levar ao Rafael

e Valdez a graça de cada encontro. A certeza que esse amor podia dar certo. Poderia “nascer”. 
Foram congressos negados pelo Valdez e férias acumuladas do Rafael solicitadas. 

 

Claro que houve desencontros, mas esses não tiveram a mesma graça. E pouco são lembrados.
E como toda “gestação”, após nove meses, Valdez sugeriu que a história de Rafael poderia continuar em São Paulo.

A partir de agora, junto a ele. Formariam uma pequena família. 
Rafael começou sua faculdade. Valdez seguiu com suas aulas.

Novos amigos chegaram. Agora amigos dos dois. 
 

E no frenesi eletrizante de Sampa a vida foi fazendo mais sentido.
Em 2011 a família aumentou. Chegaram os “meninos”. Tom, Chico e Toquinho.

Eles encheram a casa de carinho e de som.
 

E assim foram 11 carnavais. 11 Natais. 11 Réveillons. Foram 11 x as mesmas datas.
Todas juntos. Todas festejadas. Fascinantes. Engraçadas. Cada um de seu jeito. 
Valdez e sua discrição e equilíbrio. Rafael e sua intensidade e inteligência.
O que talvez faltasse em um, sobrava no outro em abundância. 
Se para o Valdez, o Rafael lhe deu uma família.

Para o Rafael, o Valdez lhe abriu “um mundo” que ele desconhecia. 
E esse é o segredo da vida a dois. Uma “construção”  com rígidos alicerces. 
Alicerces de carinho e admiração.
Algumas vezes com ajustes, reparos e rebocos. Mas sustentados por amor.
A mais importante de todas as forças para a união.

 

E essa é história de nossos amados amigos.
A história de uma tradicional família brasileira.

                                                                                     Texto by Ítalo Medeiros

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15/03/2026

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